Endpoints: a principal porta de entrada para ciberataques

Entenda o que são endpoints e como eles podem ser usados como porta de entrada por hackers, colocando em risco toda a rede corporativa.

21/10/2021 Aprox. 9min.
Endpoints: a principal porta de entrada para ciberataques

Nos últimos anos, as empresas passaram a entender a importância da cibersegurança e a investir em formas de proteger sua rede. Com a pandemia de Covid-19 e o aumento de profissionais em home office, houve uma necessidade ainda maior de ter soluções mais assertivas, principalmente relacionadas aos endpoints.

Os endpoints são dispositivos de usuário final, como roteadores, impressoras, desktops, laptops, smartphones e tablets, entre outros. Ao servirem como ponto de acesso à rede corporativa, podem ser usados por hackers como porta de entrada para informações críticas da organização, como acesso a arquivos, eventos de rede e alterações na configuração do terminal.

Além disso, os terminais estão ligados entre si, possibilitando aos agentes mal-intencionados se moverem lateralmente por outras máquinas na rede que está sendo atacada.

Durante a pandemia esses ataques se intensificaram e uma pesquisa do Ponemon Institute revelou que 68% das organizações sofreram um ataque de endpoint bem-sucedido entre 2020 e 2021.

Assim, as empresas perceberam na prática a importância de soluções em cibersegurança para evitar danos materiais, financeiros e à imagem da organização perante o mercado, clientes e investidores.

A importância da segurança de endpoints

Muitas vezes, as equipes de TI e Segurança da Informação investem em soluções em nuvem e servidores, por exemplo, deixando de lado o cuidado com os dispositivos móveis que podem ser portas de entrada para a rede corporativa.

Sem uma solução especializada, hackers podem ter acesso a dados, arquivos e informações confidenciais que causam impactos significativos nos negócios, colocando em risco até mesmo sua sobrevivência no mercado.

Além da proteção contra malwares, os administradores podem bloquear acessos a determinados sites e conteúdos com risco de contaminação, investindo também na conscientização dos colaboradores.

Os principais dispositivos que oferecem portas de entrada para agentes maliciosos são:

  • Roteadores

O roteador é uma entrada direta para a rede, por isso deve possuir recursos de segurança para evitar invasões.

Com a adoção do home office por grande parte das empresas em todo o mundo, muitos trabalhadores passam a utilizar roteadores domésticos sem as necessárias recomendações de segurança.

Da mesma forma, as redes públicas possuem vulnerabilidades que oferecem aos hackers acesso ilimitado a todos os dispositivos desprotegidos conectados à mesma rede.

Nesses casos, usuários mal-intencionados podem facilmente alterar as configurações do roteador e enviar os indivíduos a sites maliciosos voltados a capturar dados pessoais e corporativos, como informações financeiras, arquivos confidenciais e dados sensíveis de clientes.

Para proteger os roteadores, além de praticar e incentivar a utilização de senhas complexas, os administradores de TI devem contar com ferramentas de segurança que monitoram atividades incomuns e sinalizem atividades suspeitas, possibilitando uma resposta rápida por parte da organização.

  • Desktops e notebooks

As estações de trabalho dos colaboradores são um dos principais pontos de atenção para evitar a entrada de cibercriminosos na rede corporativa.

De acordo com o estudo Data Breach Investigations Report 2019, publicado pela Verizon, 94% dos incidentes de segurança com malware ocorrem por meio do uso de e-mails maliciosos.

Com apenas um clique, o colaborador pode clicar em um link ou baixar um arquivo infectado por um malware, por exemplo.

Além disso, o endpoint pode ainda ser usado como um meio de exfiltração de dados por meio de dispositivos USB, servidores remotos, e-mail, armazenamento em nuvem, entre outros.

Para evitar esse cenário, é importante investir em ações de prevenção como backups, verificação em duas etapas e soluções de proteção de endpoints que ofereçam uma resposta rápida a eventuais ataques.

  • Impressoras

Com o crescimento das empresas, a infraestrutura de TI também se torna mais complexa e exige que todas as variáveis relacionadas às estações de trabalho de cada colaborador sejam avaliadas.

Muitas vezes, as impressoras não estão incluídas em um plano de segurança, mas também podem ser vistas pelos hackers como uma porta de entrada para a rede corporativa, principalmente se esses dispositivos puderem ser acessados por meio da nuvem.

Assim, é importante que esses endpoints sejam configurados de maneira adequada e sejam monitorados por sistemas de prevenção de intrusão de rede e soluções de segurança específicas.

Com isso, é possível verificar se as máquinas estão comprometidas, identificando potenciais ameaças antecipadamente e mitigando possíveis vulnerabilidades.

  • Smartphones e tablets

Smartphones e tablets são dispositivos populares que, devido à sua conectividade, conveniência e flexibilidade, são os maiores vetores de ataques a redes corporativas.

Além disso, nos últimos anos muitas empresas implementaram políticas de BYOD (bring your own device, ou “traga seu próprio dispositivo”, em tradução livre), permitindo que os profissionais usem seus equipamentos pessoais para o trabalho.

Porém, esta prática pode introduzir novas vulnerabilidades de segurança se não houver o gerenciamento adequado.

Além de manter os sistemas operacionais e aplicativos sempre atualizados, é importante que a empresa tenha medidas assertivas para evitar que um dispositivo móvel comprometido gere a violação de informações confidenciais.

Para isso, é importante investir em soluções especializadas em cibersegurança com recursos para combater as técnicas de invasão mais avançadas e sofisticadas, garantindo a proteção dos endpoints relacionados à empresa.

Dessa forma, a equipe de segurança tem as vantagens de uma plataforma de defesa preventiva e proativa, cobrindo diversos cenários e interrompendo ameaças avançadas sem depender de assinaturas, padrões ou necessidade de atualizações constantes.

Entre em contato com nossos especialistas e conheça nossas soluções de cibersegurança e proteção de endpoints.

Carlos

Carlos

CTO

Engenheiro Eletricista e Mestre em Desenvolvimento de Tecnologias, Especialista em Cybersecurity, com atuação no desenvolvimento de projetos de instalações elétricas e automação predial, segurança eletrônica, eficiência energética e conservação de energia na área predial. Desenvolvimento de sistemas de supervisão e controle predial e residencial (BMS).


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