Entenda a diferença entre scanner de vulnerabilidades e pentest

Entenda o que é pentest e o que é scanner de vulnerabilidades, bem como as principais diferenças entre essas soluções em cibersegurança.

15/03/2022 Aprox. 9min.
Entenda a diferença entre scanner de vulnerabilidades e pentest

O scanner de vulnerabilidades e o pentest são duas ferramentas que têm o objetivo de identificar com detalhes os riscos cibernéticos de um sistema. No entanto, as duas técnicas são diferentes e podem ser aplicadas em conjunto.

Tanto o scanner de vulnerabilidades quanto o pentest devem estar presentes em uma estratégia de segurança da informação, pois são importantes para reduzir riscos de maneiras diferentes. Continue lendo e entenda mais sobre a função específica e os objetivos de cada técnica.

O que é pentest?

Pentest é a abreviação de penetration test, que pode ser traduzido para o português como teste de invasão ou de intrusão.

Esse processo envolve a simulação de um ataque cibernético para identificar as falhas de segurança em um aplicativo ou sistema de redes, ajudando a empresa a solucioná-las.

Com essa técnica, é possível notar as informações e dados que estão mais suscetíveis a roubos e vazamentos, de modo que a equipe saiba onde deve reforçar a segurança.

Os principais tipos de pentest são:

  • White box: este é o modelo que proporciona a maior quantidade de informações à equipe que irá realizar o teste (pentesters), como documentação de código e infraestrutura, por exemplo. Com isso, os profissionais têm conhecimento prévio de informações da empresa (como IPs, logins, senhas, firewalls e outros) e fazem um teste com o objetivo de analisar o que pode ser adicionado e reestruturado para otimizar a segurança.
  • Black box: ao contrário do white box, a equipe envolvida neste teste não tem acesso às informações privilegiadas do alvo. Assim, a vantagem do modelo é ser mais próximo a um ataque hacker real, pois os profissionais precisam emular o pensamento de um invasor de forma a identificar as vulnerabilidades no sistema.
  • Gray box: este é o modelo intermediário, em que os profissionais não atuam às cegas, mas têm uma quantidade menor de dados específicos da empresa. Geralmente é aplicado em testes de aplicação web, em que os pentesters têm o acesso necessário a todas as funcionalidades do alvo.

O pentest externo, realizado de fora para dentro do sistema, geralmente ocorre nas etapas indicadas abaixo, conforme o framework do NIST:

  1. Reconhecimento: o testador faz uma missão de descoberta de fatos, vasculhando a Internet em busca de informações publicamente disponíveis, como informações do servidor DNS, endereços IP, SO, postagens de grupos de notícias, entre outros.
  2. Enumeração: o testador usa descobertas e técnicas de varredura para localizar hosts externos, bem como serviços de escuta.
  3. Evasão: o testador aplica técnicas de evasão para contornar defesas de perímetro comuns, como firewalls, roteadores e controles de acesso.
  4. Ataques iniciais: o testador envia a salva inicial de ataques para testar a resposta de protocolos de aplicativos comuns.
  5. Ataques de vulnerabilidade: depois de encontrar servidores acessíveis externamente, o testador busca obter acesso a servidores internos e informações confidenciais.
  6. Descoberta contínua: o testador procura exposições de métodos de acesso alternativos, incluindo pontos de acesso sem fio.

O que é scanner de vulnerabilidades?

O scanner de vulnerabilidades é uma ferramenta automatizada que monitora aplicações e redes em busca de brechas e falhas de segurança.

Esses pontos podem ser portas abertas, padrões de codificação inseguros, erros em senhas, falhas de autenticação e outras possibilidades que deixam o sistema exposto a ciberataques e incidentes cibernéticos.

O objetivo dessa ferramenta é realizar varreduras nos sistemas, identificar vulnerabilidades conforme seu banco de dados, categorizá-las em diferentes níveis de risco e sugerir possíveis correções, como por exemplo o NMAP.

Durante as verificações externas de vulnerabilidades, a plataforma identifica as maiores ameaças imediatas, confere as atualizações de softwares e firmwares necessários para a manutenção, portas e protocolos que podem ser usados como porta de entrada na rede.

Qual a diferença entre pentest e scanner de vulnerabilidades?

A principal diferença entre o pentest e o scanner de vulnerabilidades está na abrangência e profundidade das avaliações realizadas.

A análise de vulnerabilidades gera como resultado uma lista das principais ameaças à rede corporativa, organizadas de acordo com a gravidade ou nível de criticidade.

Assim, tem uma atuação mais ampla e busca detectar o maior número possível de riscos, sem necessariamente analisá-los a fundo.

Já o teste de invasão é voltado a detectar as falhas juntamente com a tentativa de explorá-las em uma simulação de ataque real.

Embora seja focado em um número menor de vulnerabilidades do que as identificadas pelo scanner, o teste procura levantar o máximo de informações possíveis, indicando como as falhas podem ser combatidas.

Com isso, ambas as soluções podem ser usadas em momentos e com finalidades distintas, pois fazem parte de uma estratégia eficiente de cibersegurança.

A IB Tecnologia oferece diversas soluções em tecnologia e segurança para empresas, como o Kayran, pentester automatizado para aplicações web que permite a você analisar periodicamente seus ativos online.

Essa solução é indicada para empresas de todos os tamanhos, pois não exige conhecimentos técnicos específicos, e testa ativos, produtos online, e-commerces, meios de pagamento e outros aplicativos na camada web.

Com o Kayran, você pode mapear os pontos fracos em seus ativos da web, ordená-los por gravidade e definir prioridades para a correção de vulnerabilidades.

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Carlos

Carlos

CTO

Engenheiro Eletricista e Mestre em Desenvolvimento de Tecnologias, Especialista em Cybersecurity, com atuação no desenvolvimento de projetos de instalações elétricas e automação predial, segurança eletrônica, eficiência energética e conservação de energia na área predial. Desenvolvimento de sistemas de supervisão e controle predial e residencial (BMS).


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