Estratégias de defesa contra os ataques Zero Day

Descubra como os ataques Zero Day exploram vulnerabilidades e qual é a solução ideal para conter esta ameaça.

06/06/2024 Aprox. 9min.
Estratégias de defesa contra os ataques Zero Day

Em 2017 vimos um dos maiores ataques cibernéticos do mundo: o WannaCry, um worm do ransomware que se espalhou para mais de 150 países, atingindo mais de 200 mil computadores, incluindo empresas gigantes como o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, Nissan, FedEx e Honda. 

Nesse ataque os hackers aproveitaram de uma deficiência no sistema operacional Microsoft Windows e, portanto, devido à falta de atualização do sistema muitos endpoints foram criptografados e chegaram a ficar inutilizáveis até o pagamento do resgate exigido pelos ciber criminosos. 

Esses tipos de ataques cibernéticos representam uma ameaça constante para empresas, governos e indivíduos. Entre esses ataques, os denominados "Zero Day" se destacam como uma das formas mais temidas e desafiadoras de exploração de vulnerabilidades de segurança. 

O que é um ataque Zero Day? 

Um ataque Zero Day é uma exploração de vulnerabilidade de segurança em um sistema ou software que é realizada no mesmo dia em que a vulnerabilidade é descoberta pelos hackers. 

Ao contrário de outras formas de ataques cibernéticos, onde as vulnerabilidades são conhecidas e os patches de segurança estão disponíveis, os ataques Zero Day ocorrem antes que qualquer medida de proteção que funciona da forma tradicional, como os antivírus, possa ser implementada. Isso significa que as defesas tradicionais, que dependem de um catálogo de ameaças conhecidas, são ineficazes contra essas novas e desconhecidas vulnerabilidades. 

Tipos de vulnerabilidades Zero Day 

No universo dos ataques Zero Day, as vulnerabilidades de software emergem como alvos frequentes. Estas vulnerabilidades podem existir em uma variedade de programas e aplicativos, desde os sistemas operacionais mais utilizados até os softwares de produção mais comuns. 

Por exemplo, vulnerabilidades em navegadores da web, como o Google Chrome ou o Mozilla Firefox, são alvos comuns para ataques Zero Day devido à sua ampla adoção e constante exposição à Internet. Além disso, falhas em softwares de produção, como pacotes de escritório e clientes de e-mail, podem ser exploradas por hackers para comprometer sistemas e redes corporativas. 

Por outro lado, as vulnerabilidades de zero day em sistemas operacionais representam uma ameaça significativa para a segurança cibernética. Os hackers frequentemente buscam explorar vulnerabilidades no núcleo do sistema operacional, pois isso lhes proporciona um alto nível de controle sobre o dispositivo comprometido. 

Como resultado, organizações e usuários individuais devem estar atentos a possíveis vulnerabilidades em seus sistemas operacionais e aplicativos, implementando as atualizações recomendadas pelos fabricantes e medidas proativas de segurança para mitigar o risco de ataques Zero Day, como a Deceptive Bytes. 

Leia mais: Phishing: conheça os principais tipos e proteja sua empresa

Como funciona um ataque Zero Day 

Tudo começa quando um pesquisador de segurança, um hacker ético ou um criminoso cibernético descobre uma falha em um software, sistema operacional ou dispositivo. Esta falha, conhecida como vulnerabilidade Zero Day, geralmente está presente no código-fonte do programa e pode ser explorada para comprometer a segurança do sistema. 

Uma vez que a vulnerabilidade é identificada, o descobridor pode optar por divulgar imediatamente a falha ao desenvolvedor do software ou mantê-la em segredo para uso próprio ou para venda ilegal. 

Se a vulnerabilidade for divulgada ao desenvolvedor, este terá a oportunidade de desenvolver e lançar um patch de segurança para corrigir a falha. No entanto, até que o patch seja disponibilizado e aplicado pelos usuários, o sistema permanece vulnerável a ataques. 

Enquanto isso, os hackers estão constantemente à procura de vulnerabilidades Zero Day que possam explorar para seus próprios fins maliciosos. Uma vez que uma vulnerabilidade é identificada, os hackers desenvolvem e implementam um exploit, que é um código malicioso projetado para tirar proveito da falha de segurança. 

Com o exploit em mãos, os hackers podem lançar ataques direcionados contra sistemas vulneráveis, visando comprometer dados confidenciais, obter acesso não autorizado a sistemas ou causar danos à infraestrutura digital de uma organização.  

O exploit pode ser distribuído através de e-mails de phishing, sites comprometidos ou até mesmo usando técnicas mais avançadas, como ataques de injeção de código. Uma vez que o exploit é lançado com sucesso, o ataque Zero Day é concluído, deixando as vítimas vulneráveis e potencialmente expostas a sérias consequências. 

No contexto empresarial, os ataques Zero Day podem ter consequências devastadoras. Empresas de todos os tamanhos correm o risco de perder dados confidenciais, propriedade intelectual e informações financeiras sigilosas. Além disso, ataques bem-sucedidos podem interromper as operações comerciais, resultar em perda de receita e danificar a reputação da empresa perante seus clientes e parceiros. 

Detecção e prevenção de Ataques Zero Day 

Detectar ataques Zero Day antes que causem danos significativos é uma tarefa complexa. As tradicionais soluções de segurança muitas vezes dependem de assinaturas conhecidas e padrões de comportamento pré-definidos para identificar ameaças, o que as torna incapazes de detectar atividades maliciosas desconhecidas. Além disso, os hackers podem utilizar técnicas avançadas de evasão para ocultar suas atividades e evitar a detecção pelas soluções convencionais. 

Porém, as soluções de prevenção por deception da Deceptive Bytes oferecem uma abordagem alternativa e complementar para a detecção e prevenção desses ataques. Ao invés de depender de comportamentos conhecidos, a ferramenta cria um ambiente de armadilha para enganar e deter os invasores. 

Assim, a Deceptive Bytes monitora continuamente essas interações, identificando comportamentos suspeitos em tempo real. Além disso, a ferramenta pode isolar automaticamente os dispositivos comprometidos, contendo o impacto de um ataque Zero Day e permitindo uma resposta rápida e eficaz por parte das equipes de segurança. 

A responsabilidade pela segurança cibernética é compartilhada por todos os participantes do ecossistema digital, desde empresas de tecnologia até usuários individuais. Ao trabalhar em conjunto e adotar uma abordagem proativa e colaborativa para a prevenção e resposta a ataques Zero Day, podemos fortalecer nossa postura de segurança cibernética coletiva e mitigar os riscos associados a essas ameaças cada vez mais frequentes. 

Portanto, para fortalecer ainda mais suas defesas contra ataques Zero Day e outras ameaças cibernéticas, não deixe de conhecer a Deceptive Bytes. Entre em contato conosco hoje mesmo para uma demonstração personalizada e descubra como podemos ajudar a proteger sua organização contra as ameaças as cibernéticas mais avançadas. 

Leia mais:
Segurança de Endpoint: o que é e por que você deve investir?
5 ataques cibernéticos comuns em empresas
Scanner de vulnerabilidade: o que é e quais as vantagens?

Carlos

Carlos

CTO

Engenheiro Eletricista e Mestre em Desenvolvimento de Tecnologias, Especialista em Cybersecurity, com atuação no desenvolvimento de projetos de instalações elétricas e automação predial, segurança eletrônica, eficiência energética e conservação de energia na área predial. Desenvolvimento de sistemas de supervisão e controle predial e residencial (BMS).


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